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Para que serve o Yôga

Postado em Quelques choses em 14/07/2010 por Maicon

Um dia desses recebi um email da minha amiga e monitora Flor. Era um texto do DeRose, o sistematizador do Método que praticamos, ensinamos, vivemos. O assunto do texto é: para que serve o Yôga? Se você quiser lê-lo, pode encontrá-lo no Blog da Nai:

http://naianaalberti.blogspot.com/2010/07/muitas-vezes-nos-instrutores-somos.html

Após lê-lo fiquei pensando: por que eu pratico Yôga? Então lembrei-me do dia em que fiz minha primeira aula na Unidade Rio Branco do Método DeRose em Porto Alegre, lugar que eu começaria a freqüentar a partir de então. Na hora de fazer a inscrição, a instrutora que me atendia perguntou por que eu queria praticar Yôga. Pegou-me de surpresa. Fiquei pensando alguns instantes, sem saber o que dizer, e acabei dizendo que era porque eu gostava. A instrutora me olhou e sorriu, e eu fiquei com vergonha, com uma sensação de que deveria ter me expressado melhor, dito algo mais elaborado. Se me perguntassem hoje por que eu pratico Yôga, daria a mesma resposta: porque eu gosto. Ou talvez eu respondesse simplesmente: porque sim! Há coisas que fazemos simplesmente porque fazemos. Ninguém nunca me perguntou:

- Por que você toca violão?

Normalmente as pessoas dizem:

- Ah! Você toca violão! Que legal!

Então por que deveria haver um porque para o Yôga?

Será que alguém perguntaria: para que serve respirar melhor? Para que serve se concentrar mais? Acho que não.

Praticamos simplesmente porque gostamos de praticar. Isso nos dá prazer. Aprendemos as técnicas em sala de aula e, aos poucos, vamos introduzindo-as naturalmente na nossa vida. O resultado disso é que temos mais qualidade de vida e nos tornamos mais realizadores. E isso nos faz sentir mais vivos!

Postado em Quelques choses em 05/03/2010 por Maicon

Meus olhos vêem coisas, paisagens maravilhosas. Muitas vezes trata-se apenas da disposição de ver a beleza das coisas (e por que não das pessoas?).

“Tudo o que está aqui está lá, o que não está aqui não está em lugar nenhum”

Van Lysebeth

Então um simples campo coberto de gelo me basta.

Postado em Quelques choses em 01/02/2010 por Maicon

Para ser politicamente correto é preciso, às vezes, ser hipócrita.

Que tal tornar o seu dia mais consciente?

Postado em Quelques choses em 15/01/2010 por Maicon

Para isso, não é preciso um grande esforço. Pelo contrário, pode ser um exercício muito prazeroso, além de possibilitar grandes descobertas sobre o mundo que o rodeia e sobre você mesmo.

Quando for ao banheiro pela manhã, escove os dentes com atenção, preste atenção aos movimentos que você faz ao escová-los. Quem sabe até pode tentar escovar com a mão esquerda, se você for destro, ou com a direita, se for canhoto. Olhe-se com atenção no espelho. Sorria para si mesmo e veja como seu sorriso é lindo. Ao longo do dia, proporcione às outras pessoas essa mesma visão, sorrindo para elas.

Ao andar pela rua respire amplamente, ventilando seus pulmões com aquele gostoso ar da manhã. Talvez você sinta algum perfume que nunca havia sentido, mas que esteve sempre ali, em alguma flor ou árvore. Olhe com atenção para os lugares por onde passa, observe as pessoas, discretamente é claro, e preste atenção à sua expressão facial, ao seu jeito de andar. Preste atenção ao seu próprio jeito de andar. Olhe para cima e veja o céu, o topo das árvores, o alto dos prédios à sua volta. Por alguns instantes deixe de divagar sobre o que você fez ontem, ou fará logo mais, e viva este momento.

Quando estiver conversando com alguém, esteja presente de corpo e mente. Olhe nos olhos da pessoa, esteja atento ao que ela diz e procure receber sua mensagem com clareza e precisão. Quando falar escolha bem as palavras, esforce-se para se fazer entender. Comunique-se com simpatia.

No momento de se alimentar, que tal não fazer mais nada além disso? Sente-se à mesa, coma devagar, saboreie o alimento. Olhe para o alimento e veja suas cores, sinta seu aroma, sinta os diferentes gostos que uma refeição pode lhe proporcionar. Perceba a importância do ato de comer e entregue-se a este momento.

Com uma simples mudança de atitude durante o dia, podemos transformar cada momento em um grande aprendizado, de forma leve e prazerosa. Além disso, ao fim do dia teremos a impressão de termos feito e vivido muito mais coisas, pois registramos conscientemente momentos que muitas vezes passam desapercebidos.

E no outro dia, quando acordar, tenho certeza que irá querer repetir essa experiência, gerando assim um ciclo virtuoso onde a cada dia está mais consciente e, consequentemente, mais vivo!

Postado em Quelques choses em 27/12/2009 por Maicon

En ce moment là j’écris

J’écris ce qui a peut-être été, ou qui peut-être est

Ou qui peut-être sera, je ne sais pas

Qui c’est moi ? Qui le sait ?

Je ne sais pas, ni même moi

Ce que je sais c’est que je suis là

J’écris là et je pense là

Sans savoir pour quoi, pour quoi pas

 

Je me demande par toi, je me connais par toi

Et quand je te regarde, allongée

Je vois que je regarde l’amour

L’amour ici, l’amour pour toi

L’amour qu’habite en nous

Ce mot qui je ne sais pas quoi veut dire

Mais qui peut être là

Chez chacun, très différemment

 

Et alors, qu’est-ce que la vie

Sinon cette recherche incessante

Pour découvrir, pour décrire, pour vivre

Cela qui nous arrive

Postado em Quelques choses em 01/12/2009 por Maicon

Abra as janelas, deixando entrar o éter, o ar, o frio, o sol ou o que for

Assim você pode sair, através de um grito de liberdade

Deixe todos saberem que a loucura é normal

Você já fez sua maldade hoje?

Postado em Quelques choses em 28/10/2009 por Maicon

Você já fez sua maldade hoje? Então vá fazer. Pense em algo. Não estou dizendo que você tenha que prejudicar alguém, não é isso. Você consegue entender?

Algumas pessoas são bondosas demais, por natureza. Jamais conseguem fazer algo que possa ser interpretado como mal por alguém, jamais conseguem dizer algo forte, dar uma sacudida naquele alguém que precisa ouvir determinada coisa. Outras pessoas até pensam em fazer algo mais enérgico frente a uma determinada situação, mas na hora de agir acabam deixando passar a chance. Depois ficam pensando que deviam ter feito isso, que deviam ter dito aquilo. Agora não adianta, já passou. Outra coisa que certamente influencia na hora de “fazer uma maldade” é o medo do julgamento dos outros, sejam amigos, conhecidos ou mesmo desconhecidos.

Também não precisa (a não ser que faça questão) ser aquela pessoa irônica, que quer sempre polemizar, que acha que a verdade tem que ser dita na cara mesmo, doa a quem doer e seja qual for a conseqüência. Esse tipo de pessoa consegue um pouco de admiração dos outros, mas me parece que, na verdade, se esconde atrás de uma máscara, a qual apenas esconde sua insegurança. Posso estar errado (e provavelmente estou), mas é assim que percebo.

Bom, deixando de lado essa questão de ser bom ou ser mal, o importante é estar atento ao objetivo. Com isso em mente podemos usar dos mais variados recursos para fazer uma pessoa entender algo, ou para conseguirmos aquilo que queremos. Não podemos esquecer também das conseqüências desse ato. Alguém pode dizer: Isso foi mal! Você não pode agir assim! Mas o julgamento dessa pessoa não pode ser mais importante do que o nosso próprio. Se o objetivo é nobre e a consciência e palavra estão alinhadas com nossos atos, o julgamento alheio perde sua importância. Então aquele ato pode ser interpretado como mal se analisado isoladamente, mas no seu contexto geral representa parte de algo bom. Como Amélie Poulain, que precisou fazer algo mal para dar uma lição no Monsieur Collignon. Se você assistiu ao filme, sabe do que estou falando. Se não assistiu, assista. Acho que é um bom exemplo.

Enfim, o importante é saber que há vários caminhos, várias formas de agir para se chegar onde se quer. Não precisamos nos prender nos julgamentos e condicionamentos dos outros, e muito menos nos nossos. Podemos começar e recomeçar todos os dias, até encontrarmos uma fórmula.

Le jardin

Postado em Quelques choses em 29/07/2009 por Maicon

O sol me abraça, sua presença

é pura energia, calor

que traz mais vida, o combustível.

E todos eles , ao meu redor

parecem sentir também

talvez seja por isso que estão aqui

as flores estão aqui, e as abelhas

como é doce, estar sentado olhando o castelo

 

E ao redor, as cadeiras

flores que circundam o jardim

onde aquela moça petrificada

repousa a mão sobre o pequeno alce

e lá atrás outras duas, petrificadas,

encostadas em um lingam

E eles olham, o que?

o mesmo que eu

a luz do céu

que faz brilhar as coisas mais pequenas

e deixa o tapete num tom de verde

mais claro que o musgo da pedra

 

Duas meninas, alemãs

uma loira, a outra também

conversam enquanto ela faz um malabarismo

e consegue trocar a roupa

e o japonês fotografa

não a menina da roupa

mas a petrificada que está aqui há muito mais tempo

 

O colorido sobre o verde

e todo esse verde, sob o azul

me dizem que o sol é nosso

e estamos felizes, quentes

para sempre, neste momento

Pyramid song

Postado em Quelques choses em 29/07/2009 por Maicon

Ouço o movimento, a voz suave. Uma breve inspiração entre as notas de uma melodia serena. Pulo em direção à água e, enquanto isso, me pergunto: o que vejo? Vejo anjos negros ao meu redor, belos. Mudo para as estrelas e ainda ouço tudo aquilo que eu costumava dizer. Toda minha vida está dentro de mim? Todo meu passado e todo meu futuro. Novamente não entendo, mas acho que está tudo bem. Não há nada para temer, nada de novo. O grave se propaga pelo chão, o agudo é suave, voador. E se eu sinto, tenho coração. Então considero os erros. Mas é assim mesmo, eu digo. Não há nada de novo. Anjos negros estão sempre ao nosso redor, ainda bem. E as estrelas, elas ainda sabem de todas as coisas que eu costumava dizer. Toda minha vida está comigo. Todo meu passado e todo meu futuro. Não há nada para temer, nada de novo. Mas as notas reorganizadas sempre resultam em uma melodia nova, bonita. E se ela me embalar, me deixo levar até as estrelas, até o infinito, onde não há razão, nem bom, nem mal.

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