Desde crianças somos “educados” e influenciados por nossos pais e pelos outros adultos à nossa volta (olhe o vídeo que a Mari postou no seu blog, e que a Rê postou aqui também, antes desse texto). Nossa alimentação, por exemplo, é determinada pelos pais. Nos habituamos a comer aquilo que eles colocam no nosso prato.
Depois crescemos e temos a possibilidade de escolher o que comer (leia esse outro post, no blog da Flor). Além disso, temos a possibilidade de escolher o que estudar, no que trabalhar, com quem andar, qual tipo de música escutar, o que fazer no final de semana, e por ai vai. Estamos condenados a ser livres, como disse Sartre.
Porém, nossas escolhas continuam sendo influenciadas pelo mundo à nossa volta. Então posso continuar colocando no meu prato aquilo que meus pais me acostumaram a comer, ou posso experimentar aquele prato que meu amigo pede, no restaurante, ou posso ainda experimentar algo totalmente novo. Mas geralmente nossa inclinação para esta ou aquela escolha é influenciada por algo externo ou alguém. Isso nega a idéia de que somos totalmente livres? De forma alguma. Se tivermos consciência e discernimento veremos que temos a liberdade de escolher, inclusive, nossas influências. Certa vez um amigo me disse: Diga-me quem são teus ídolos e eu te direi quem és. E é verdade. Posso escolher meus ídolos, meus super-heróis, e através dessa identificação desenvolver seus “super-poderes”. Não se trata de copiar ninguém, mas de ter uma referência, uma inspiração. Como por exemplo, alguém que está aprendendo a tocar guitarra e tem como ídolo o Joe Satriani. Ele vai ouvir os discos do Satriani, vai aos seus concertos, vai assistir suas vídeo-aulas, vai aprender suas técnicas. Através dessa identificação desenvolverá seu próprio estilo, sua originalidade, e atingirá seu objetivo de se tornar um grande guitarrista. Como fez o Steve Vai, que inclusive fez aulas com o Joe Satriani no início de seu aprendizado.
Com consciência e discernimento podemos sair do automático e escolher por quem seremos influenciados, sem que para isso seja preciso deixar de conviver com quem quer que seja. Não é porque parei de comer carne que vou deixar de visitar minha mãe nos domingos para um belo almoço em família.
Através de escolhas conscientes acabamos invertendo o fluxo e nós mesmos temos a chance de influenciar outras pessoas positivamente. Assim crescemos todos juntos.

