Arquivo de agosto, 2009

“Férias” forçadas

Posted in Dia-a-dia on 30/08/2009 by Rê
mickey_foca
Meu amor está indo passar 20 dias no Brasil, para resolver questões burocráticas. Este não era o momento de tirar “férias”, mas não houve escolha. Assim, esse final de semana estamos em função de organizar a viagem e, é claro, estamos aproveitando também para nos curtir bastante. Parece pouco tempo, mas sabemos que para nós parecerá uma eternidade… hehehe
Mas tudo bem, nós iremos sobreviver! E trabalhar bastante para fazer o tempo passar bem rapidinho!
No fundo eu queria muito muito ir com ele…
Além de sentir saudades dele, sinto também uma “invejinha boa”, pois ele vai estar aí, tomar chimarrão, reencontrar a família e os nossos amigos queridos, respirar o ar da nossa terra…
 
 
 

O Cachorro

Posted in Pensamentos on 29/08/2009 by Rê

cão

Um açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um cachorro entrou.
Ele espantou o cachorro, mas logo o cãozinho voltou. Novamente ele tentou espantá-lo, foi quando viu que o animal trazia um bilhete na boca.
Ele pegou o bilhete e leu: – ‘Pode me mandar 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor. Assinado: ‘
Ele olhou e viu que dentro da boca do cachorro havia uma nota de 50 Reais.
Então ele pegou o dinheiro, separou as salsichas e a perna de carneiro, colocou numa embalagem plástica, junto com o troco, e pôs na boca do cachorro.
O açougueiro ficou impressionado e como já era mesmo hora de fechar o açougue, ele decidiu seguir o animal.
O cachorro desceu a rua, quando chegou ao cruzamento deixou a bolsa no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca até que o sinal fechasse e ele pudesse atravessar a rua.
O açougueiro e o cão foram caminhando pela rua, até que o cão parou em uma casa e pôs as compras na calçada. Então, voltou um pouco, correu e se atirou contra a porta. Tornou a fazer isso.
Ninguém respondeu na casa.
Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até a janela e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes.. Depois disso, caminhou de volta para a porta, e foi quando alguém abriu a porta e começou a bater no cachorro.
O açougueiro correu até esta pessoa e o impediu, dizendo:
 -‘Por Deus do céu, o que você está fazendo? O seu cão é um gênio!’
A pessoa respondeu: – ‘Um gênio? Esta já é a segunda vez esta semana que este estúpido ESQUECE a chave!!!’ 

Moral da História:

‘Você pode continuar excedendo às expectativas, mas para  os olhos de alguns, você estará sempre abaixo do esperado’

(Contribuição da Cris, enviada por email – Obrigada Cris!)

 

 

Os três poderes

Posted in RêPensando on 28/08/2009 by Rê

Às vezes é preciso saber calar, para apenas ouvir e observar.

Às vezes é preciso saber falar, expressar-se, saber colocar-se, e não só ouvir ou observar.

Às vezes é preciso falar e ouvir, mas deixar um pouco de observar, apenas deixar rolar.

Mas há momentos cruciais em que é preciso saber ser muda, mesmo quando se quer falar; surda quando se ouve muito bem; e cega, quando se é capaz de tudo obervar com demasiada clareza!

Eis o mais dificil, mas que uma vez alcançado talvez nos torne uma pessoa verdadeiramente sábia.

Mafalda -muda, surda e cega

Efeito mágico

Posted in Pensamentos on 28/08/2009 by Rê

magica

Paciência e perseverança tem o efeito mágico de fazer as dificuldades desaparecerem e os obstáculos sumirem.

Thomaz Handy

London – 23 de agosto de 2009

Posted in Dia-a-dia on 27/08/2009 by Maicon

Acordamos pelas nove e descemos para nosso petit déjeuner. Como de costume, comi quatro fatias de pão torradas; duas integrais e duas comuns. Fiz um café bem forte com chocolate em pó para acompanhar o pão. Depois servi uma tigela com flocos de milho, granola e flocos de arroz com leite. Pronto, estava alimentado por um bom tempo.

Esse era nosso terceiro dia na cidade, o dia em que andaríamos de ônibus, pois no primeiro andamos de metrô e no segundo andamos à pé. Decidimos comprar um passe que poderia ser usado durante todo o dia, mas foi uma função comprar os tickets, pois a máquina só aceitava moedas e não dava troco. Tivemos que trocar dez libras em um food & wine e quando fomos comprar os tickets ainda pagamos 4 libras por cada, ao invés dos £3,80, devido à função do troco que falei.

Enfim, estávamos dentro do bus. Aqueles de dois andares que vemos nos filmes mesmo. É claro que fomos em cima, olhando as pessoas, os lugares, as ruas. Descemos na Baker Street e fomos até a London Beatles Store e a It’s Only Rock and Roll, duas lojinhas de música, onde pode-se comprar camisetas, discos, souvenirs e vários artigos relacionados às bandas inglesas. Fiquei em dúvida entre uma camiseta e uma touca, então não levei nada. Precisava de um tempo para decidir. Dali fomos à pé para o Regent’s Park, que fica ao lado da Baker St. O parque é lindo, muito florido e com vários lugares convidativos para ficar atirado na grama, que mais parece um tapete fofo. Havia uma parte com várias cadeiras, daquelas gostosas de deitar e se espriguiçar, então nos atiramos. Logo chegou um indiano, que trabalhava no parque, falando inglês com aquele sotaque indiano que todos adoram, dizendo: Pay for the chair! A Rê, francesinha, soltou um: Quoi? E o indiano não parava de falar, educadamente: Pay for the chair. Pay for the chair. Nos mostrou uma placa onde dizia que as cadeiras eram pagas, então nos desculpamos dizendo que realmente não sabíamos. Ele fez uma cara meiga de indignado e saiu. Demos muita risada e saímos para continuar o passeio. Passamos o resto da viagem sacaneando o indiano, por qualquer coisinha falávamos: Pay for the chair!! Pay for the chair!!

Do Regent’s Park rumamos para o lugar mais esperado da viagem: Abbey Road. Estávamos chegando perto quando vimos uma movimentação na rua. Pessoas se atravessando na frente dos carros, máquinas fotográficas e uma faixa de segurança. Nos olhamos e dissemos: é ali!! Tiramos várias fotos de mim, da Rê, de nós dois, tiramos fotos para os outros, os outros tiraram para nós, uma festa. Os motoristas que passavam de carro davam risada, já acostumados com aquilo. Em dado momento, enquanto eu esperava o fluxo de carros diminuir para atravessar a rua e a Rê bater uma foto, um carinha chegou pra ela e perguntou o que era aquela movimentação, o que aquelas pessoas estavam fazendo. A Rê olhou pra ele, incrédula, e disse: Bom, as pessoas estão tirando fotos para reproduzir a capa do disco dos Beatles! Então o cara disse: Beatles?? Não sei de qual planeta o tal cara veio, mas enfim… Depois de várias fotos ali, seguimos adiante e tiramos mais algumas em frente ao Abbey Road Studios, onde o muro está todo escrito, de fora a fora, colorido com nomes de pessoas e dedicatórias aos Fab Four. Escrevemos também nosso nome no muro e colocamos a data: 23/08/2009. Pronto, eu estava realizado.

Dali fomos até o Beatles Coffee Shop, uma outra lojinha que vende coisas relacionadas aos Beatles, na St John’s Wood Station. Não achei nada que gostasse mais do que na London Beatles Store, então voltamos até esta, pois eu tinha que decidir de uma vez por todas o que queria ganhar de presente. Chegando lá, a Rê me convenceu a levar a camiseta e a touca, então não precisei decidir nada. Fácil assim!

Pegamos o bus novamente, agora em direção ao Hyde Park. Descemos em frente ao parque, mas aproveitamos para ir antes dar uma olhada no Buckingham Palace, o palácio da rainha. Há lá uma fonte e uma praça bem legal, onde pudemos colocar os pés na água e curtir o lugar. Mas o palácio em si não achei tanta graça, só consegui ver um  guardinha com um chapéu de meio metro de altura, que pisava forte no chão e caminhava de um lado para o outro.

Então fomos para o Hyde Park. Este era outro lugar que eu estava ansioso para conhecer. Neste parque ocorreu um memorável show dos Stones em julho de 69, para quase 500 mil pessoas. O show, que apresentou o novo guitarrista Mick Taylor foi também o de despedida para Brian Jones, que havia morrido dois dias antes.

O Hyde Park é enorme, muito bonito, e faz divisa com o Kensington Gardens. Curtimos algum tempo na graminha verde, demos uma alongada nas pernas, para continuar a caminhada, e fizemos um lanche. Depois seguimos o passeio, saindo no Kensington e dali chegamos no Albert Memorial, que fica em frente ao Royal Albert Hall. Sentados na escadaria em frente ao Royal Albert Hall o que me veio à mente foi o show Concert for George, que se passou ali, naquele lugar que estava à minha frente. Depois de ficarmos um tempinho ali, pegamos um bus para dar mais algumas voltas na cidade. Passamos por Chelsea, Victoria Station, St Paul’s Cathedral, etc. Então descemos na Gray’s Inn Road e caminhamos até nosso hostel, que fica na King’s Cross Road.

Depois de jantar no hostel saímos para dar umas voltas, curtir a noite em London. Acabamos conhecendo um cara da Palestina, que vive ali já há alguns anos, e outra figura chamada Jay, um londrino canhoto que toca violão, com performances um tanto dramáticas, eu diria. O cara é um ótimo músico, mas suas interpretações me soam melosas demais, como se estivesse ouvindo os Bee Gees tocando Hendrix. Ficamos sentados numa praça com nossos novos amigos, conversando e ouvindo o Jay tocar alguns sons. Apareceram até dois mendigos para integrar o grupo, atraídos pela música. Momento histórico: Jay tocando sua versão de Imagine, enquanto os mendigos bêbados acompanhavam realizados. Foi ótimo conversar com gente da nossa idade, saber o que eles pensam, como eles vêem o mundo, que sons curtem. Conversando com eles e ouvindo Jay tocar aprendi coisas que trouxe comigo. Eu queria tocar uns sons na viola dele, mas a viola estava com as cordas viradas, para canhoto. Tudo bem, eu também sou canhoto, mas pelo menos toco “direito”. Estávamos conversando quando, de repente, ouvimos alguém gritar atrás de nós. Era um senhor que estava a gritar, da janela de sua casa, para que saíssemos dali, pois já era uma hora da madrugada e estávamos fazendo muito barulho. Isso tudo em inglês, é claro. Eu achei aquilo o máximo! Uma situação totalmente inusitada! Um senhor inglês a reclamar do barulho que alguns jovens estavam fazendo na praça em frente à sua casa, na madrugada de domingo. Pedimos desculpa e saímos, felizes da vida. Eu e Rê demos mais algumas voltas pelo bairro e depois fomos dormir, pois nossos corpos já não aguentavam mais ficar em pé.

E assim foi o dia do meu aniversário. Na verdade estas palavras não expressam fielmente as sensações e pensamentos que tive durante o dia. Foi um dia (na verdade um final de semana) perfeito, onde tudo conspirou a favor. E o que me deixou mais feliz foi poder compartilhar tudo isso com a minha princesa, a quem devo a oportunidade de estar vivendo tudo isso!

Eu queria ser como o Zeca por Lucas De Nardi

Posted in Pensamentos on 25/08/2009 by Rê

Eu queria ser como o Zeca, e logo lhe explico porque. Não sei se há algo cientificamente comprovado, mas toda vez que estamos em um ambiente, e nos é trazido algumas flores de Jasmim, aquilo preenche os olhos, e todo aposento é perfumado de um aroma que causa prazer e alegria. Porém, se por dois ou mais dias aquelas flores permanecerem ali, e seu perfume continuar pairando no ar, os olhos acostumar-se-ão da tão bela imagem e o olfato já terá assimilado o estimado perfume. Ou seja, o costume nos leva a desvalorizar as coisas, ou pior, torná-las comuns. Vejo muita gente por aí vivendo a vida como se isto fosse algo comum. A vida é o que de mais raro temos, e o que é mais estranho, ela está disponível o tempo todo, mas mesmo assim corremos para qualquer outro lado, distraindo-nos com qualquer outra coisa, acostumamo-nos com o milagre de viver.

Mas o Zeca não, este cão é um grande sábio, pois toda vez que sua dona sai de casa, por cinco minutos que seja, ele se alegra ao vê-la entrando pela porta. Ele nunca se cansa de estar feliz com o que valorizou um dia. Zeca sempre pula e festeja demonstrando seu afeto, seu apreço, por menor que tenha sido o espaço, por maior que tenha sido a convivência. Ou seja, o Zeca não se acostuma, ele não torna a vida trivial.

Todos os dias ele passeia pelos mesmos jardins, e jamais o vi reclamando para mudar a trilha, por mais burro que isso possa parecer. O Zeca nunca deixa que seus passos sejam os mesmos, ele sempre alegra-se por ver aquela grama verde à sua frente, pois sabe que ela não é a mesma de ontem, e mesmo que fosse, no dia de hoje ela não deixou de ser paisagem especial, como um dia o foi.

Zeca by Sandro Nowacki

Ele também não se conforma com o que acha absurdo. Conto-lhe o que se passa. Algumas vezes, enquanto o pequeno cachorro alimenta-se, finjo que minha mão vai retirar um pouco de sua comida, e faço isso há uns 5 anos, mas toda vez que intento, ele rosna, fica indignado e, se preciso, ataca-me. Ele reclama pelo que é seu, por mais insistente que eu seja. Mesmo que eu nunca tenha retirado a comida dele neste tempo todo, ainda assim ele faz o que for preciso para que eu não me aproxime. Assim deveríamos ser com o que é de nosso apreço. Jamais deveríamos achar comum que nos roubem, mesmo que seja o somatório de um pouco de todos, mesmo assim é meu e seu, deveríamos rosnar se alguém tentasse agarrá-lo. E mesmo que houvesse somente ameaças, ainda assim deveríamos ser enérgicos ao mostrar nossas intenções. Nunca vi o Zeca esperando sua dona tomar alguma providência sobre o furto do seu alimento, ele vai à luta, por menor que seja seu porte, por maior que seja o do inimigo. Ele não mede esforços para proteger o que é de seu zelo.

Zeca tem muita personalidade no que faz. Este cãozinho, após uma década de vida, ainda se diverte com sua ração e seus brinquedos. Desde seus primeiros meses de vida, aprendeu a se divertir desta forma, e nunca, enquanto cresceu, ele julgou ou envergonhou-se de manter em sua vida pequenos resquícios de quando era criança. Ele diverte-se da mesma forma há anos, e em nenhum momento algum julgamento externo ou olhar atravessado, vai intimidá-lo a viver da maneira como escolheu.

Eu acho que deveríamos ter humildade em ver como as coisas que nos cercam, e, muitas vezes, julgamos inferiores, podem nos ensinar a viver melhor e aproveitar mais esta mágica que é abrir os olhos e vislumbrar o mundo que temos à frente. Pois nada é mais valioso do que estar ciente de que vivemos e aproveitar isso plenamente.

Afinal, qual a dificuldade em olhar todos os dias para a pessoa que você ama, e amá-la? Porque nos acostumamos com a beleza que nos cerca a ponto de não mais percebê-la? Qual a vergonha que existe em lutar por aquilo que lhe é de direito? Ou por suas vontades mais intrínsecas? Não é natural que guardemos em nós resquícios imaculados da infância, sem julgamentos ou análises? E porque ele foram ceifados de nosso cotidiano?

Por todas estas coisas que ele me ensina, e pelo seu olhar que fala mais que muita gente, eu queria ser como o Zeca.

Lucas De Nardi

lucas.denardi@uni-yoga.org.br

Entrevista com Comendador DeRose para a televisão na Europa, em 2009

Posted in Dia-a-dia on 25/08/2009 by Rê

Compreenda a Nossa Cultura assistindo à entrevista no link abaixo:

Entrevista de 1 hora com Comendador DeRose para a televisão na Europa, em 2009

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