Arquivo de agosto, 2010

Ver e enxergar

Posted in RêPensando on 18/08/2010 by Rê

Só enxergamos aquilo que reconhecemos.

Há de tudo um pouco

Posted in RêPensando on 18/08/2010 by Rê

Um pouco de medo no desconhecido da vida

Um pouco de dúvida na certeza das coisas

Um pouco de mar nesse teu olhar

Um pouco de mim que se desvenda a cada despertar

Há de tudo um pouco


Um pouco de sono… ou seria fuga?

Um pouco de perdas e um tanto de ganhos

Um pouco de sol e de chuva

Um pouco sereno, um pouco conturbado

Há de tudo um pouco


Um pouco de saber e um pouco muito de ignorância

Um pouco de mim e de você

Um pouco de sede em tanto querer… tantos quereres

Um pouco de idas e de vindas

Há de tudo um pouco


Um pouco de ausência… vazio

Um pouco de frio, outro pouco de calor

Um pouco de pimenta

Um pouco de canela

Há de tudo um pouco


Um pouco de arte… mas eu queria mais

Um pouco de palavras e de poesia

Um pouco de cores e de som

Um pouco de arte em tudo o que se faz

Há de tudo um pouco


Um pouco de mira, mas é preciso mais… bem mais

Um pouco do coração esmagado pela saudade e outro pouco pela incerteza

Um pouco do coração consolado de amor, de alegria, de gratidão e de vida

Um pouco de não sei o que lá…


Há um pouco de tudo

Há de tudo um pouco

E um muito de sorriso e amor

Escolha suas influências

Posted in Rascunhos on 13/08/2010 by Maicon

Desde crianças somos “educados” e influenciados por nossos pais e pelos outros adultos à nossa volta (olhe o vídeo que a Mari postou no seu blog, e que a Rê postou aqui também,  antes desse texto). Nossa alimentação, por exemplo, é determinada pelos pais. Nos habituamos a comer aquilo que eles colocam no nosso prato.

Depois crescemos e temos a possibilidade de escolher o que comer (leia esse outro post, no blog da Flor). Além disso, temos a possibilidade de escolher o que estudar, no que trabalhar, com quem andar, qual tipo de música escutar, o que fazer no final de semana, e por ai vai. Estamos condenados a ser livres, como disse Sartre.

Porém, nossas escolhas continuam sendo influenciadas pelo mundo à nossa volta. Então posso continuar colocando no meu prato aquilo que meus pais me acostumaram a comer, ou posso experimentar aquele prato que meu amigo pede, no restaurante, ou posso ainda experimentar  algo totalmente novo. Mas geralmente nossa inclinação para esta ou aquela escolha é influenciada por algo externo ou alguém. Isso nega a idéia de que somos totalmente livres? De forma alguma. Se tivermos consciência e discernimento veremos que temos a liberdade de escolher, inclusive, nossas influências. Certa vez um amigo me disse: Diga-me quem são teus ídolos e eu te direi quem és. E é verdade. Posso escolher meus ídolos, meus super-heróis, e através dessa identificação desenvolver seus “super-poderes”. Não se trata de copiar ninguém, mas de ter uma referência, uma inspiração. Como por exemplo, alguém que está aprendendo a tocar guitarra e tem como ídolo o Joe Satriani. Ele vai ouvir os discos do Satriani, vai aos seus concertos, vai assistir suas vídeo-aulas, vai aprender suas técnicas. Através dessa identificação desenvolverá seu próprio estilo, sua originalidade, e atingirá seu objetivo de se tornar um grande guitarrista. Como fez o Steve Vai, que inclusive fez aulas com o Joe Satriani no início de seu aprendizado.

Com consciência e discernimento podemos sair do automático e escolher por quem seremos influenciados, sem que para isso seja preciso deixar de conviver com quem quer que seja. Não é porque parei de comer carne que vou deixar de visitar minha mãe nos domingos para um belo almoço em família.

Através de escolhas conscientes acabamos invertendo o fluxo e nós mesmos temos a chance de influenciar outras pessoas positivamente. Assim crescemos todos juntos.

Children see. Children do.

Posted in Dia-a-dia on 11/08/2010 by Rê

Os adultos de amanhã dependem de como nós somos hoje! Vamos influenciar positivamente as crianças e o mundo!

(vi este video no blog da minha amiga Mari e resolvi compartilhar: http://osolmeinspira.blogspot.com)

Envelopper X développer

Posted in Rascunhos on 10/08/2010 by Maicon

Envelope veio do francês, envelopper, que significar envolver. Uma carta que chega às minhas mãos só terá sentido se eu tirá-la de seu envelope, se eu des-envolvê-la. Só assim eu poderei lê-la, e ela terá cumprido seu papel.

Nós, da mesma forma, precisamos nos desenvolver. Se quisermos cumprir o nosso papel, precisamos sair desse envelope, dessa casca de condicionamentos e de paradigmas que nos impede de agir como pensamos, como queremos, como podemos. Só assim nos realizaremos.

Mas não adianta só ler aqueles livros que teorizam sobre verdades, sobre como agir, como fazer amigos, como ficar rico, como usar o poder da mente para atingir seus objetivos na vida, etc. Também não é suficiente ler livros sobre a cosmogonia do Universo. Isso tudo pode ser válido, mas é preciso algo mais. É preciso um Método; algo sistemático e prático, que nos permita incorporar na carne o verdadeiro conhecimento. Algo que nos possibilite acessar nosso subconsciente, para nos entendermos antes de mais nada.

Só assim conseguiremos arrebentar esse invólucro e sair para fora, para respirar ar puro e vislumbrar o céu azul.

Saiamos da casca!

Posted in Dia-a-dia on 10/08/2010 by Maicon

Um dia simples, especialmente simples… e feliz!

Posted in Dia-a-dia on 09/08/2010 by Rê

Hoje fui para a Universidade de manhã e passei o dia trabalhando! Está sol e calor, mas bem agradável! A Universidade está deserta por causa das férias.

Saí mais cedo, pois tinha que substituir a aula de uma instrutora que está de férias, em umas das escolas do Método DeRose aqui em Paris. O Maicon foi substituir um outro instrutor, que também está de férias, em uma academia. Tinhamos combinado de nos encontrar para voltar juntos pra casa.

Mas chegando na escola, percebi que havia um problema com a eletricidade. Passei quase uma hora tentando resolver, mas como não consegui, tive que anular a aula, já que não havia luz. Esperei os alunos chegarem para explicar a situação e depois fui embora.

Passei numa sorveteria especial que tem ali perto. Comprei sorvete de yogurt e latte al menta. Uma delícia!

Fui saboreando meu sorvete e caminha pela rue de Seine, no 6° arrondissement. Uma delicía de rua, cheia de galerias de arte, cafés e restaurantes. Caminhei até o final da rua e cheguei na Pont des Arts.

Essa ponte foi contruida para ligar o Louvre (na época chamado Palais des Arts) ao Palais, que hoje é o Institut, que abriga as acadêmias Francesa, de Belas Artes, de Ciências, de Letras e de Ciências Sociais e Políticas. É uma ponte só para pedestres. A primeira construída em ferro, em Paris. Ela está sempre repleta de gente sentada pelo chão, tocando violão, conversando ou fazendo pic-nique! E, reza a lenda, que os enamorados que colocam um cadeado nas grades laterais da ponte, permanecem unidos para sempre. Então, como é de se imaginar, toda a lateral da ponte é repleta de cadeados com corações e nomes de  pessoas apaixonadas, neles gravados. Esse é o clima da Pont des Arts .

Atravessei a Pont des Arts admirando todo esse clima, além da bela visão que se tem de quase todas as pontes de Paris, principalmente no verão. Depois desci para às margens do Sena (quai du Seine), que a esta época do ano se transforma no Paris Plages. Há pessoas expressando sua arte em todos os cantos, há áreas de dança de salão, áreas de jogos para crianças e outras para adultos. Há áreas com areia e cadeiras de praia, áreas com grama e cadeiras de praia. Várias sorveterias, creperias e coisas do gênero. Tem atelier de pintura, biblioteca, e lugares para e gente deitar embaixo das árvores. Tem até piscina! Encontramos toilletes ao longo de toda a “praia”, assim como chuverinhos para se refrescar. E, acima de tudo, a bela visão de Paris à partir das margens do Sena, com todas as suas pontes. E, fechando com chave de ouro, o sol de verão que nos acompanha até as dez horas da noite e que reflete-se nas águas do Sena, presenteando-nos com uma das mais belas visões!

Caminhei pelo Paris Plages desde a Pont des Arts até o Hôtel de Ville (a prefeitura de Paris). Admirada, feliz, sorrindo e tirando fotos!

Depois resolvi voltar para mais perto do Châtelet, onde deveria encontrar o Maicon mais tarde. Quase chegando lá encontrei um grupo de brasileiros tocando samba da melhor qualidade. Um cavaquinho, um pandeiro, um tantã e uma flauta transversa!

Já me aproximei cantando. Parei do outro lado da rua e fiquei ali ouvindo, curtindo e cantando. Mas logo não resisti e comecei a sambar. Uma brasileira que estava timida ao meu lado se animou e começou a sambar também. Acabamos por ir sambar no meio da rua e ai foi a festa total! Rapidamente formou-se um circulo de gente à nossa volta e varias pessoas se juntaram a nós, brasileiros, franceses, jovens e mais vividos!

Fizemos uma verdadeira festa! Sambei uma hora sem parar!

Na hora combinada me despedi do pessoal e fui embora ao som de aplausos (hehehe… acho que porque fui eu quem começou a festa)! Saí vermelha, suada, feliz e de alma lavada! Ainda tirei mais algumas fotos no caminho. Encontrei uma senhora que tinha uma linda arara branca de estimação. Ela estava lhe dando água na boca com uma seringa.

Assim, encaminhei-me para a estação Châtelet para encontrar o meu amor, que já estava lá, lindo como sempre a esperar por mim!